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Blog do Popa

07/12/2017 às 06:57

SAUDADES DA ANTIGA FESTA DO DIA 8

 
Muitos não sabem o que foi e sempre será a "FESTA DO DIA 8"! A festa do dia 8, é a Festa em homenagem a Nossa Senhora da Conceição, padroeira do nosso querido município de Marechal Deodoro.
Chegava o mês de novembro e no finalzinho do mês com ele tinha início em nossa cidade as comemorações da nossa padroeira, Nossa Senhora da Conceição, cuja parte das comemorações profanas tornou-se popularmente conhecida por Festa do dia 8. Muita gente aguardava esse período apenas esperando curtir a festa.
Aposto que muita gente nem sequer lembra desse tempo bom. Pois bem, não vou me colocar ao lado das pessoas que, realmente, aguardam o período para comemorar o lado religioso das festividades. Sou igualmente a tantos outros que esperavam essa época do ano para festejar o lado profano da festa, ou seja, a Festa do dia 8 mesmo! Mas, há muito tempo a Festa perdeu a sua magia! Veio o progresso trazendo com ele novos tempos e deixando pra trás tempos que não voltam mais. É um espaço não recuperado, muito diferente do presente! Tempos em que aguardávamos ver a rua da Matriz com o seu vai-e-vem de pessoas, cada um querendo e estreando a sua roupa nova, seu novo sapato. Lembro-me do Macuca, com o seu famoso cachorro-quente, das mocinhas pelo dia com a cabeça cheias de bobes para ajeitar o cabelo, da tradicional roda gigante, dos barquinhos e espalhadeiras do parque de diversões que ficavam no oitão da antiga cadeia, onde eu e amigos ficávamos olhando as meninas de vestido... das retretas com a Santa Cecília, Carlos Gomes e a Banda do Sesi comandada pelo mestre Manoel Alves, dos bailes na Santa Cecília que ficavam super-lotados, com o tradicional conjunto FSC7.
Pois bem, a rua da Matriz era o local mais disputado da cidade! Lembro que de um lado ficavam as barracas como o Bar do Camarão e do Biu Maromba. Do outro, o parque. Naquele tempo, tudo era tão simples: brinquedos quase que artesanais ( as canoas, os cavalinhos), espingardas de “seta”, bola de “assopro”, a temida roda-gigante, o polvo…era tudo tão simples, mas tão fascinante! Quem nunca quis ver a mulher virando macaco? Era tudo tão simples e tão real!
Depois, a cidade cresceu. A rua da Matriz não comportava mais tanta coisa, veio a violência, a insegurança também. Com todo respeito, a festa nunca mais foi a mesma. Não há progresso que traga a magia do passado.
Não fico feliz em dizer isso, mas deixo claro a minha saudade da "FESTA DO DIA 8."
Quem se lembra, que nos dias 6 e 7 de dezembro, tínhamos as tradicionais canoas do peixe... eita tempo bom... das cavalhadas que eram realizadas ou na rua da Praia, ou no Campo da Saudade... a pipoca de Zé Menino, os telegramas do serviço de alto- falantes (sempre assinados pelo "papagaio na areia quente"), Milito vendendo os pratos do leilão, o pastoril da Dona Carmel, a briga entre a Poeira e o Barro Vermelho pra qual noite dos dois bairros tinha mais gente, os sapatos cavalos de aço , a calça boca larga...
 

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