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Fecomercio

17/11/2020 às 06:38

Black Friday deve movimentar R$ 34 milhões na capital

Pesquisa do Instituto Fecomércio indica que 68% dos entrevistados comprarão na data 

(Créditos de imagem: Ilustração )

Quando chega novembro, muitos consumidores brasileiros já ficam na expectativa para a última sexta-feira do mês, dia da Black Friday. Este ano, a ação acontecerá no dia 27 e já vem aquecendo as intenções de compra. Pelo segundo ano seguido, o Instituto Fecomércio AL realizou uma pesquisa para saber o impacto da data no comércio de Maceió. A estimativa é que neste ano a ação promocional movimente pouco mais de R$ 34 milhões na capital, tendo um ticket médio de R$ 302,17.

O montante reflete a confiança do consumidor na data, já que apenas 30% dos entrevistados disseram não acreditar nos descontos da Black Friday, ao contrário dos 70% que acreditam de forma geral (39%) ou parcial (31%). A pesquisa do Instituto Fecomércio foi realizada na primeira semana de novembro e indica que 68% dos consumidores pretendem adquirir produtos na data, percentual maior do que o registrado no ano passado (60,6%).

Dos 32,8% que afirmaram não ter intenção de consumir no período, 28,43% não enxergam bons descontos nos produtos, 17,26% não têm o costume de comprar no período – mesmo percentual dos consumidores que afirmaram estar mais cautelosos, 16,24% não comprarão porque estão endividados e 10,15% disseram estar sem o 13º salário na data. O desemprego foi apontado por 8,12% dos entrevistados como a razão para não comprar.

Entre os que pretendem consumir na data, 41,25% pretendem comprar um item; 34,32% irão adquirir dois produtos, 12,21% vão investir em três e 2,64% comprarão quatro. O investimento em cinco ou mais será a opção 9,57% dos consumidores.

Quanto aos valores que serão gastos, 23,84% estimam desembolsar mais de R$ 400, enquanto 19,21% devem gastar entre R$ 51 e R$100. Outras opções serão: até R$50 (5,63%); entre R$101 e R$150 (11,92%); entre R$151 e R$200 (5,30%); entre R$201 e R$250 (11,59%); entre R$251 e R$300 (13,25%); entre R$301 e R$400 (9,27%). Os valores serão pagos no cartão de crédito (53,64% parcelado e 6,62% no rotativo), à vista via cartão de débito (10,26%) e em dinheiro (28,81%).

E se no ano passado os artigos esportivos lideraram a lista de preferências com 46,09%, este ano serão escolhidos por 24,17% dos consumidores. Apesar da queda do percentual, continua no topo da lista, seguido de itens de vestuário, com 19,54%. Ou outros produtos que serão demandados são: brinquedos (12,91%), eletrônicos (12,25%), perfumes e cosméticos (6,62%), livros (5,30%), smartphones (4,30%), eletrodomésticos (3,97%), calçados (3,31%), óculos e relógios (1,99%). Artigos de decoração, computador/notebook, joias/bijuterias e cintos/bolsas aparecem, cada um, com 0,99% da preferência.

E como não poderia deixar de ser, até mesmo pelo conceito da Black Friday, os preços serão a principal motivação na escolha da loja (46,69%), seguidos das promoções (11,59%). A qualidade dos produtos influirá na compra de 6,29% dos consumidores e 11,26% já saem de casa sabendo em qual loja irão. A procura pelos produtos será maior dos shoppings (62,58%) e nas lojas do Centro de Maceió (19,87%), mas há quem já esteja de olho nas lojas virtuais (9,93%), nas lojas de bairro (4,30%) e nos supermercados (0,99%).

AMOSTRAGEM

O levantamento do Instituto Fecomércio AL foi realizado em ambientes de consumo de grande circulação utilizando-se a técnica de pesquisa quantitativa por amostragem. A coleta de dados ocorreu via entrevista individual aplicada com base em questionário estruturado desenvolvido pelo Instituto. O tamanho mínimo da amostra estimado foi determinado em 514 entrevistados da capital de Alagoas, com nível de confiança de 95% e margem de erro de 5%.

O universo da pesquisa foi o de homens e mulheres maiores de 18 anos e que sejam participantes da população economicamente ativa, residentes da zona urbana. A pesquisa foi feita de forma aleatória obedecendo os critérios da probabilidade aleatória. Os dados foram processados eletronicamente e receberam tratamento estatístico. 

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