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Alagoas

Gazetaweb

18/06/2022 às 15:19

Em AL, preço médio da gasolina sobe para R$ 7,59 após aumento

Alta começa a vigorar neste sábado (18); donos de postos estimam que aumento deve ficar em R$0,30 por litro

 

(Créditos de imagem: Divulgação)

O preço médio da gasolina comum vendida em Alagoas vai subir para R$ 7,59 após o novo aumento de preços anunciado pela Petrobras na última sexta-feira (17). A alta começou a vigorar neste sábado (18). Donos de postos estimam que a alta deve ficar em R$ 0,30 por litro de gasolina no estado. Até a última sexta-feira (11) o preço médio do combustível em Alagoas era de R$ 7,29.


O reajuste anunciado pela Petrobras é de 5,2% no preço da gasolina e de 14,2% no preço do diesel. A empresa informou que o preço médio de venda de gasolina para as distribuidoras passará de R$ 3,86 para R$ 4,06 por litro. O último reajuste ocorreu em 11 de março. Para o diesel, o preço médio de venda da Petrobras para as distribuidoras passará de R$ 4,91 para R$ 5,61 por litro. O último reajuste ocorreu no dia 10 de maio.

Jarlan Marques é dono de um posto de combustíveis em Maceió e conta que deve repassar imediatamente o novo preço para o consumidor. Ele pontua que o aumento é muito grande e que não dá para segurar.

Para se ter uma ideia, o menor preço da gasolina comum vendida em Alagoas até a última sexta-feira (11) era de R$ 6,87, agora o menor preço em Alagoas é R$ 7,17. Já o preço mais alto passa de R$ 8,09 para R$ 8,39.


O preço do gás liquefeito de petróleo (GLP), o gás de cozinha, não sofreu reajuste. Em nota para divulgar os aumentos, a Petrobras afirmou que tem buscado o equilíbrio dos seus preços com o mercado global, mas sem repasse imediato para os preços internos da volatilidade das cotações internacionais e da taxa de câmbio.

"Esse posicionamento permitiu à Petrobras manter preços de GLP estáveis por até 152 dias; de diesel por até 84 dias; e de gasolina por até 99 dias. Esta prática não é comum a outros fornecedores que atuam no mercado brasileiro que ajustam seus preços com maior frequência, tampouco as maiores empresas internacionais que ajustam seus preços até diariamente", disse a empresa por meio de nota.


Pelo Twitter, o presidente Jair Bolsonaro fez duras críticas à Petrobras pelo novo reajuste. "O Governo Federal como acionista é contra qualquer reajuste nos combustíveis, não só pelo exagerado lucro da Petrobras em plena crise mundial, bem como pelo interesse público previsto na Lei das Estatais", postou o presidente.

Em seguida, ele citou a possibilidade de uma greve de caminhoneiros, em decorrência do preço dos combustíveis. "A Petrobras pode mergulhar o Brasil num caos. Seus presidente, diretores e conselheiros bem sabem do que aconteceu com a greve dos caminhoneiros em 2018, e as consequências nefastas para a economia do Brasil e a vida do nosso povo".


O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, também criticou o reajuste anunciado nesta sexta-feira e pediu a renúncia imediata do presidente da Petrobras, José Mauro Ferreira Coelho. "O presidente da Petrobras tem que renunciar imediatamente", tuitou Lira. "Ele só representa a si mesmo e o que faz deixará um legado de destruição para a empresa, para o país e para o povo. Saia!!!"

Na última quarta-feira (15), a Câmara dos Deputados concluiu a votação do Projeto de Lei Complementar (PLP) 18/2022, que limita a aplicação de alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre combustíveis, fixando-a no patamar máximo de 17% a 18%, abaixo dos valores atuais aplicados pelos estados.

A medida tem o objetivo de reduzir o preço dos combustíveis para o consumidor, mas os aumentos da Petrobras podem anular os efeitos dessa desoneração. O texto aguarda sanção presidencial para entrar em vigor. 

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