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Ascom

05/07/2019 às 09:51

Argel Fucks no CSA: o que o técnico gaúcho trás para o time alagoano?

 

(Créditos de imagem: Geraldo Bubniak / AGB)

2019 não tem sido um ano muito solidário com a causa do CSA. Enquanto que o ano anterior terminou em alta, com o Azulão se classificando à Série A após três décadas de ausência do primeiro nível do futebol brasileiro, a temporada corrente tem ido na direção exatamente oposta.

Ainda que o CSA tenha conseguido ganhar o Campeonato Alagoano pela 39ª vez em sua história, seu percurso em outros campeonatos deixou a desejar. Na Copa do Nordeste, o time foi eliminado nas quartas de final pelo Botafogo da Paraíba. Enquanto que a campanha na Copa do Brasil foi interrompida já na primeira fase, após derrota para o Mixto do Mato Grosso do Sul.

E na Série A, a coisa também não tem sido nada fácil. O CSA obteve apenas seis pontos em nove jogos, recordando apenas uma vitória nessa sequência. Apenas o Avaí, que ainda não registrou uma vitória sequer no ano, se encontra em posição pior que o Azulão na tabela do Brasileirão.

Haja vista a situação calamitosa, uma mudança era vista como necessária na tentativa de mudar a sorte do time. E tal mudança veio em situação peculiar, após uma derrota por 3 a 1 em um amistoso fora de temporada contra o Sport Recife.

Tal resultado negativo foi a gota d’água para o trabalho de Marcelo Cabo, que comandava o time desde o começo do ano passado. O técnico que deu dois títulos estaduais para o CSA e a subida à Série A foi trocado por Argel Fucks, que antes comandava o Curitiba.

Argel tem a frente um trabalho nada fácil. Na bolsa esportiva da Betfair, o CSA é o último time na tabela quando se trata de chances de título. Assim, ele é também favorito ao rebaixamento.

Esse será um grande desafio para o técnico natural de Santa Rosa, no Rio Grande do Sul, cujos trabalhos como técnico se concentram justamente no sul do país. Não à toa que 10 dos 20 times que o técnico gaúcho assumiu em sua carreira de 11 anos como técnico, iniciada no Mogi Mirim de São Paulo em 2008, são da sua região de origem.

Logo, a diferença regional já é um dos obstáculos pessoais que Argel terá de enfrentar com o CSA. Além disso, há também a desconfiança quanto à sua real qualidade como técnico de futebol em anos recentes.

Seus primeiros anos comandando times nas linhas laterais, após a aposentadoria dos campos como jogador, foram altamente promissores. Entre 2008 e 2010, as passagens curtas, porém marcantes por Mogi Mirim, Guaratinguetá, Caxias e São José mostravam um técnico que sabia elevar os times que recebia apesar de recursos limitados. Entretanto, a “ansiedade” em mudar de ares é algo que marca o técnico desde seus primeiros passos na função.

A “ansiedade” não se traduz necessariamente em boas passagens. E em média, Argel assume 2,4 trabalhos diferentes ao ano. Alguns deles em times pelos quais ele já passou, como o Figueirense e o Criciúma de Santa Catarina.

Mas mesmo em luz dessas dificuldades, a esperança do torcedor do CSA com Argel não deve ser deixada de lado. Com o elenco limitado do Coritiba, Argel deixou o time paranaense em nono na tabela da Série B. Seu último jogo no comando do time foi uma vitória fora de casa de 1 a 0 sobre o Guarani. E com 12 pontos no torneio, o time está apenas a uma vitória de distância do quarto lugar e de um eventual retorno à Série A.

Só que a esperança de verdade para o torcedor do Azulão com Argel é que ele reencontre sua forma de início de carreira. Uma vez que as oportunidades de se reforçar o elenco se encontram limitadas, o novo comandante do CSA precisará de muita criatividade para contornar os problemas encontrados pelo clube alagoano até aqui.

 

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