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gazetaweb

06/02/2018 às 17:04

Carro de motorista de aplicativo foi vendido a R$ 2 mil, aponta investigação

Três homens envolvidos no esquema foram presos e outros dois estão sendo procurados pela polícia 

(Créditos de imagem: Marcos Rodrigues)

O carro que era utilizado por José Walmir, motorista de aplicativo que foi sequestrado e morto, foi vendido por R$ 2 mil para ser utilizado em um esquema de clonagem de veículos, segundo informou o secretário adjunto de Segurança Pública, delegado Manoel Acácio, durante entrevista coletiva na tarde desta terça-feira (6). Três homens foram presos durante uma operação nesta manhã e um suspeito conseguiu fugir após trocar tiros com a polícia. Outra pessoa envolvida no esquema de receptação também está sendo procurada.

De acordo com o delegado, foram presos Carlos Eduardo Alves da Silva - que teria encomendado o carro -, Djailton da Silva Domingos e José Pedro Tenório Albuquerque - que executaram o crime. Um quarto envolvido, identificado como Colombiano, que é apontado como o autor do disparo conseguiu escapar da ação policial após troca de tiros.

"O carro foi vendido por R$ 2 mil para ser utilizado em um esquema de clonagens de veículos. Djailton, José Pedro e o Colombiano receberam R$ 600 cada. Os outros R$ 200 pagos por Carlos Eduardo foram utilizados para abastecer o veículo. Colocamos todas as forças policiais à procura dos fugitivos e vamos prendê-los o mais rápido possível", disse Acácio.

Vítima agonizou por dois dias

Ainda de acordo com o delegado, José Walmir foi sequestrado por criminosos na noite do último dia 28 e foi levado para uma mata no município de Marechal Deodoro, onde foi espancado e atingido por um disparo de arma de fogo na testa. Ele agonizou por dois dias, até ser encontrado por policiais militares da 5ª Companhia Independente e socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e levado para o Hospital Geral do Estado (HGE). Ele chegou a ser internado na Unidade de Terapia Intensiva, mas não resistiu e veio a falecer na última sexta-feira (2).

O caso foi repassado para a Delegacia de Roubos e Furtos de Veículos da Capital (DRFVC), que já auxiliava ao 10º Distrito Policial nas investigações desde os primeiros momentos em que foi constatado o sumiço de José Walmir. 

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