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Polícia

TNH1

28/04/2022 às 21:17

Cauã foi morto por espancamento porque estava 'aperreando e chorando', diz suspeito

Em entrevista à TV Pajuçara, suspeito contou que se irritou com o choro da criança: "dei uns tapas e ele bateu com a cabeça na parede" 

(Créditos de imagem: Reprodução)

O chefe de operações da Delegacia de Crimes Contra a Criança, Alan Barbosa, confirmou, em entrevista ao TNH1, na tarde desta quinta-feira (28), que o menino Cauã foi espancado até a morte. Em depoimento à Polícia Civil, o suspeito de cometer o crime, identificado como Fernando Henrique de Andrade Olegário, de 25 anos, confessou que matou a criança no dia 18 de março, após ter ficado irritado com o choro do menino.

Segundo Alan Barbosa, o suspeito relatou que o crime foi presenciado pela adolescente de 16 anos, que não teria participado das agressões. O chefe de operações também confirmou que a adolescente está sob custódia da Polícia Civil. “O corpo foi encontrado após Fernando levar a polícia ao local exato onde foi deixado”, disse.

Em entrevista à TV Pajuçara, o suspeito descreveu como o crime ocorreu. " Ele [Cauã] estava aperreando e eu dei uns tapas nele. Ele acabou caindo, batendo com a cabeça na parede e ficou se tremendo", disse Fernando. Ele contou ainda que o menino perdeu os sentidos e ele tentou reanimá- lo. Questionado por que não levou Cauã para receber socorro médico, Fernando disse que teve medo.

Ainda segundo o jovem, as agressões aconteceram na casa de uma cunhada e, em seguida, a criança foi levada desacordada para a sua residência. Ao ser constatado que Cauã não estava mais vivo, o corpo foi levado a um matagal, onde foi deixado, coberto com folhas.

As investigações - A Polícia Civil confirmou na tarde desta quinta-feira, 28, que o corpo encontrado em um terreno no Benedito Bentes, parte alta de Maceió, é do menino Cauã, que suspostamente estava desaparecido desde a manhã da segunda-feira, 18.

O caso - O mistério envolvendo o desaparecimento do menino Cauã, de apenas dois anos, no bairro Benedito Bentes, parte alta de Maceió, segue intrigante para quem acompanha o caso. O garoto, que não tem documento civis, tinha sido deixado aos cuidados de uma adolescente de 16 anos há cerca de 50 dias e, segundo testemunhas, sumiu em frações de segundo na Avenida Pratagy, no mesmo bairro.

Em entrevista ao programa Fique Alerta, da TV Pajuçara/Record TV, a mãe da criança identificada como Dirlene, que mora em Chã de Bebedouro, afirmou que Cauã estava passando uns dias na casa da amiga dela, no Benedito Bentes, para que ela pudesse trabalhar. Ainda segundo relato de Dirlene, o menino sumiu após a amiga e o companheiro se deslocarem para uma loja no comércio do bairro.

Agentes do Programa Ronda no Bairro disseram que foram acionados para atender a ocorrência de uma criança perdida na Avenida Pratagy. A guarnição fazia patrulha, quando se deparou com o casal pedindo ajuda. Eles contaram que cuidavam do filho de uma conhecida e que a criança não possui documentos civis. A equipe de Articulação e Mobilização Social do Ronda foi chamada para dar suporte e realizar o encaminhamento necessário. O caso ficou sob acompanhamento do Conselho Tutelar da Região X.

O boletim de ocorrência mostrou que a amiga de Dirlene tem apenas 16 anos. A adolescente afirmou no documento que estava com a criança na feirinha do bairro, por volta das 11h40, quando percebeu o sumiço dela. Ela disse à polícia que imediatamente procurou agentes da Ronda do Bairro, mas que não localizaram a criança e comunicaram o desaparecimento para a mãe, junto ao Conselho Tutelar.

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