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Gazetaweb

13/10/2021 às 07:38

PMAL diz que está apurando o caso do sargento que morreu após surto psicótico

Corporação afirmou que já está oferecendo apoio à família de Alessandro Oleszko, que faleceu após ser baleado nessa segunda (11) 

(Créditos de imagem: Reprodução)

Por meio de nota, a Polícia Militar de Alagoas (PM/AL) informou, nesta terça-feira (12), que está apurando os fatos acerca do falecimento do 3º Sargento Alessandro Oleszko, que morreu após levar um tiro para ser controlado durante um surto psicótico, nessa segunda (11), no município de Rio Largo, em Alagoas.

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Ainda conforme o comunicado, a PM/AL afirmou que já está oferecendo apoio à família de Alessandro e aos integrantes das guarnições que presenciaram o momento. Segundo os policias militares, o sargento estava apresentando um elevado grau de agressividade e um comportamento atípico

"Em nome de toda a Corporação, o Comandante-geral, Coronel Wellington Bittencourt, lamenta a morte deste profissional de segurança pública, externando os sentimentos de mais profundo pesar aos amigos, familiares e companheiros de farda", diz trecho da nota.

O Sargento Oleszko ingressou na Polícia Militar de Alagoas em 2006 e, atualmente, estava lotado no 5º Batalhão de Polícia Militar (BPM).

O caso

O 3º Sargento Alessandro Oleszko morreu, nessa segunda (11), após levar um tiro durante um surto psicótico. Segundo o relato dos militares, os policiais que presenciaram a ação do sargento contaram que, de início, o grupo tentou acalmá-lo até a chegada do reforço. No entanto, ele havia tentado "agredir a guarnição com armas brancas" e depredou a viatura da Rocam Comando (30-0672) do 5° BPM.

Em seguida, ainda conforme os policiais, Oleszko se dirigiu ao seu veículo, pegou uma arma de fogo e mostrou a guarnição. Logo após, ele partiu para cima dos militares com duas facas em punho, quando foi realizado os procedimentos de uso diferenciado da força, com início a uma conversa. O mesmo largou as facas e pediu para que os militares atirassem nele, descumprindo a ordem e partindo novamente ao encontro da guarnição.


"Em um terceiro momento em que o mesmo desobedeceu aos comandos gradativos doutrinários do uso diferenciado da força, para resguardar a integridade física dos militares, foi necessário efetuar um disparo na perna do mesmo para tentar contê-lo e encaminhá-lo para o hospital", informou o boletim da PM.

O sargento foi encaminhado para a UPA do Tabuleiro dos Martins, onde foi atendido. Após ser estabilizado, ele foi encaminhado para o Hospital Geral do Estado (HGE) por uma ambulância. O disparo atingiu a perna esquerda de Alessandro Oleszko e foi necessário o uso da algema para contê-lo.

Pedido de ajuda

Imagens de mensagens divulgados após a morte do sargento mostram que ele já tinha pedido ajuda aos colegas do 5º BPM, em um grupo de WhatsApp. Ele se identificou como policial militar e disse que precisa de ajuda. "Processos na corregedoria que não dão solução, agressões da corporação contra mim e meus familiares", enumerou. "Estou sendo perseguido, ameaçado e coagido", denunciou.

Ele também chegou a afirmar que fazia acompanhamento psicológico e psiquiátrico desde o início dos acontecimentos. No pedido de ajuda, o sargento ainda alertou: "Antes que aconteça uma tragédia."

Segundo as mensagens, Alessandro Okeszko chegou a denunciar uma das situações sofridas por ele na 62ª Vara da Promotoria de Justiça. "Não estou bem. Muitos remédios controlados. Me ajudem, por favor", pediu.

Confira a nota da PM/AL:

É com imenso pesar que a Polícia Militar de Alagoas comunica o falecimento do 3º Sargento Alessandro Oleszko, ocorrido nesta terça-feira (12).

O Sargento Oleszko ingressou na Corporação no ano de 2006 e, atualmente, estava lotado no 5º Batalhão de Polícia Militar (BPM).

A PM-AL informa que está apurando os fatos da ocorrência envolvendo o militar, e que através do CAS está oferecendo todo apoio à família do sargento, bem como aos integrantes das guarnições que participaram do atendimento.

Em nome de toda a Corporação, o Comandante-geral, Coronel Wellington Bittencourt, lamenta a morte deste profissional de segurança pública, externando os sentimentos de mais profundo pesar aos amigos, familiares e companheiros de farda.

 

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