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Artigo

Staeel Santos

20/01/2020 às 13:02

Violência Policial ou Violência contra Polícia

 

(Créditos de imagem: )

Por Staeel Santos – Diácono e Consultor de Segurança

Neste domingo, em rede nacional, uma matéria televisionada, noticiou o aumento do que eles chamaram de “violência policial”. Foi tabulado que no ano de 2019, no estado do Rio de Janeiro, que 1 a cada 3 assassinatos, deu-se por culpa da polícia. Segundo levantamento feito por repórteres, a cada 84 minutos, a polícia mata uma pessoa no Brasil. Então, vamos lá: quando para fazer frente ao crime, revestida de autoridade, respeitando o uso gradual, a polícia utiliza da força letal, ela não está cumprindo seu papel? Protegendo a sociedade e neutralizando o operador do crime? Quem eram essas pessoas mortas pela polícia? O termo assassinato, ação ou efeito de assassinar, matar outra pessoa, sempre foi utilizado para enquadrar a ação de um malfeitor (um assassino) que matou alguém inocente. Com a obviedade do assassino ser um criminoso, pergunto: um policial (agente do Estado) que faz uso da força letal, legal, legítima e necessária, primeiro para não morrer, segundo para responder a altura a ousadia criminosa que afronta o Estado; ele comete um crime? Ele é um assassino? Continuo perguntando...
O texto do art. 23 do código penal aponta algumas circunstâncias nas quais a prática do Agente (que pode ser do Estado) não caracteriza crime. Em estrito cumprimento de dever legal ou no exercício regular de direito é, por exemplo, uma das hipóteses.
Em 2018, as polícias brasileiras mataram 6.220 pessoas. Este foi outro dado trazido pela matéria jornalística. Sendo Eu, um cidadão, carente da proteção do Estado, ciente do alto índice da criminalidade, me pergunto por que não acreditar que estes casos (em sua maioria) foram em legítima defesa e no estrito cumprimento do dever legal?
O Brasil está em guerra, isto nossa gestão política não assume ou reconhece. Uma guerra na qual criminosos são eliminados, policiais lastimavelmente são assassinados e o cidadão lamentavelmente também é vitimado. Quando um inocente é morto, polícia nenhuma se alegra. E quando o operador de segurança pública desvia sua conduta, instituição nenhuma compactua. Indagado, o porta voz da polícia do Rio de Janeiro, Coronel Mauro Fliess, disse: “Ao passo que marginais mortos em confronto, este número elevou. O número de pessoas inocentes mortas por marginais, reduziu cerca de 60%”. De fato, o índice de mortes violentas no Brasil tem diminuído. Se temos a polícia que mais mata, também temos a polícia que mais morre. Assim, temos um problemão: criminosos que se tornam heróis após a morte e policiais heróis que morrem lutando por aqueles que não reconhecem seu papel e sem a proteção de quem deveria. Para tudo, finalizo com uma única certeza: segurança pública não é feita somente com o emprego da polícia. Nossos policiais, enxugam gelo, são mal compreendidos, mal remunerados, mal capacitados e morrem por um causa incompreendida até por eles próprios. 

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12 comentários

  • Enviado em 20/01/2020

    Por Pra. Elisama

    Artigo de excelência. Parabéns pela visão esclarecedora!

  • Enviado em 20/01/2020

    Por Thatyanne Tenório

    Os policiais são descriminalizados por aquelas emissoras televisivas, que deveriam mostrar a realidade para o povo. Encobrem o errado e deixa que os justos sejam taxados como errados. Por aí vejo muitas matérias sensacionalistas dando a entender que a polícia abusou da autoridade, mas é muito fácil para quem está no conforto de uma sala climatizada julgar as ações desses homens da leis que estão colando em risco a própria vida para que nós estejamos seguros. É fato que em qualquer meio há corrupção e irregularidade, mas não se pode criminalizar todos por culpa de um ou outros. Concordo com o artigo, esclarecedor. Parabéns, abraços.

  • Enviado em 20/01/2020

    Por Fernando

    Parabéns pelo excelente texto, Staeel Santos! Infelizmente parte da mídia passa uma realidade através de uma ótica distorcida tentando desagregar e negativar as forças de segurança, colocando assim, a sociedade contra esses profissionais. Mais um vez, percebe-se na reportagem do fantástico, a citação de casos isolados de acordo com sua interpretação maliciosa.

  • Enviado em 20/01/2020

    Por Diego

    Excelente matéria, contextualizada e longe de holofotes. Parabéns Professor Stael

  • Enviado em 20/01/2020

    Por Steve

    Muito bom o artigo. Parabéns!!

  • Enviado em 20/01/2020

    Por Cris Calaça

    Texto esclarecedor

  • Enviado em 20/01/2020

    Por Karynne

    Infelizmente hoje os policiais estão praticamente reféns de um caos que toma conta do nosso país. Defender um cidadão de bem é dever de todo policial o que não é admissível é o policial atuar frente a ameaça e ainda ser processado por isso. O policial faz o papel do Estado, Ponto! Se pesquisarem o histórico dos que pereceram nas mãos de policiais constarão que não se tratam de cidadãos de bem e que no mínimo receberam a polícia na bala.

  • Enviado em 20/01/2020

    Por Jarpa Aramis

    Avaliar a efetivadade das ações do serviço público. É fundamental ter a sensibilidade de usar uma visão múltiplas; observar, analisar e relatar a interação entre os atores envolvidos. Parabéns por oferecer uma visão esclarecedora com base em Dados e informações, que demonstram sob todos os ângulos a situação real da segurança pública.

  • Enviado em 20/01/2020

    Por Anderson Roosevelt do livramento silva

    Vale salientar, qual é o interesse desses repórteres em querer denegrir a imagem de uma classe de servidores públicos concursados? Será que não existe um financiamento do crime organizado nos meios de comunicação de massa? Será que é uma forma de coibir ações legítimas do Estado através das Forças de Segurança? Pq a midia insiste tanto em dizer que a policia mata inocentes?

  • Enviado em 20/01/2020

    Por Flávio Azevêdo

    Este é um assunto em que há necessidade de reflexão da sociedade, infelizmente, nossos cidadãos avaliam números e não contextos, possuímos alto grau de impunidade no país, não por culpa da polícia, essa faz seu papel, principalmente, a Polícia Militar, Todavia, assistimos, diuturnamente, Poderes corrompidos que, na ânsia de aniquilarem a certeza de sua punição, por edição de leis que, no final das contas, atrapalham cada vez mais a atividade policial, não seja por falta de aviso, mas, daqui há alguns anos, o Policial irá as ruas apenas para observar, pois, suas ações estarão engessadas por leis que pretendem beneficiar um pequeno grupo em detrimento ao contexto maior compreendido pela sociedade.

  • Enviado em 20/01/2020

    Por ELDER

    Excelente Artigo! Parabéns meu amigo.

  • Enviado em 20/01/2020

    Por Elaine Assunção

    Muito boas, suas colocações. O País sofre com a corrupção e o crime organizado. Precisamos acreditar no trabalho da polícia. É o que penso...