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agencia Alagoas

30/01/2019 às 07:09

Após fortes chuvas, Hospital Helvio Auto alerta para os riscos de leptospirose

Potencialmente grave, infecção é comum após contato com água que contenha urina de roedores contaminados 
Após fortes chuvas em Maceió, população deve estar atenta ao aparecimento de sintomas da leptospiros

(Créditos de imagem: Felipe Brasil) Após fortes chuvas em Maceió, população deve estar atenta ao aparecimento de sintomas da leptospiros

Os riscos de contaminação por leptospirose aumentam consideravelmente após tempestades de verão, como as que ocorreram nesta segunda-feira (28) em grande parte do território alagoano. A forma mais comum de contágio é por meio da água contaminada com urina de rato, que normalmente se encontra nos esgotos a céu aberto – quando esses esgotos recebem águas das chuvas que não escoam devidamente, acabam gerando alagamentos com contaminação.



Em 2018, o Hospital Escola Dr. Helvio Auto (HEHA), unidade assistencial da Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas (Uncisal) que é referência no tratamento de doenças infectocontagiosas no estado, recebeu um total de 48 casos suspeitos da doença. Os meses de março, abril e maio do ano passado tiveram maior incidência de notificações de infecções causadas pela leptospira.



Além do contato com a água contaminada após chuva, as pessoas também podem contrair por meio de limpeza de fossa ou de esgotos domésticos. “Às vezes recebemos pacientes que realizaram limpezas domésticas sem o uso adequado de proteção e acabaram contraindo a doença”, explicou a gerente-médica do Hospital Escola Dr. Helvio Auto, Luciana Pacheco. Nestes casos, a água da chuva não é o veículo de contaminação, uma vez que esgotos e fossas normalmente podem conter urina de roedores infectados.



A infecção se dá por contato da pele com lesões, ou até mesmo saudável, com a água contaminada. “Alguns estudos mostram que mesmo que a pessoa apresente a pele saudável, mas fique muito tempo exposta à água contaminada, também pode contrair a doença, uma vez que o contato prolongado acaba facilitando a penetração da leptospira na pele”, esclareceu Luciana Pacheco, que também é professora em infectologia.



Sintomas



O período de incubação da doença é de 7 a 10 dias após o contato, depois disso a pessoa pode começar a apresentar os sinais da doença que normalmente são febre alta, dor localizada em alguns grupos musculares, principalmente na região das panturrilhas, e dor de cabeça.



Ao aparecimento dos sintomas, é necessário procurar rapidamente uma unidade de saúde para investigação. Se a suspeita for confirmada, o paciente será transferido para o Hospital Escola Dr. Helvio Auto, referência no tratamento de leptospirose em Alagoas.


Evolução e prevenção da doença



Se os sintomas não forem combatidos no início do quadro infeccioso, a leptospirose pode evoluir para uma segunda fase, onde o paciente apresenta invasão do fígado e dos rins, então ele ficará com os olhos amarelados e apresentará pouca eliminação de urina, o que pode agravar bastante o quadro.



Para se prevenir, é necessário evitar ao máximo o contato com água parada decorrente de alagamentos, pois ela pode estar contaminada por água de esgoto, local onde vivem roedores que podem estar contaminados com a leptospira.



“Quando é uma questão de risco ocupacional, de pessoas que trabalham em ambientes propícios à água contaminada e que precisem estar em contato por muito tempo com a água, orientamos o uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), como luvas e botas de cano alto, para evitar a contaminação”, concluiu a infectologista Luciana Pacheco.



Se, mesmo assim, o indivíduo manteve contato com água que pode estar contaminada, o ideal é, assim que possível, lavar cuidadosamente o corpo inteiro para retirar qualquer resíduo de lama, por exemplo, e ficar atento ao aparecimento de qualquer sintoma de infecção.

 

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