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Agencia Alagoas

16/04/2018 às 08:04

Gestantes de alto risco têm atendimento garantido pelo Samu Alagoas

Em 15 meses, mais de 1.600 mulheres foram assistidas pelo serviço
 

(Créditos de imagem: Divulgação)

Em situações de emergência, como o Acidente Vascular Encefálico (AVE), infarto, acidente de trânsito, engasgos, choque elétrico e queimaduras graves, a população já sabe que deve acionar o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) pelo número 192. Mas, o que muitos desconhecem, é que o Samu também pode ser solicitado para casos obstétricos, com gestantes de alto risco em trabalho de parto ou partos domiciliares.

Para se ter ideia, de janeiro do ano passado até março deste ano, foram atendidas 1.636 gestantes, sendo 386 somente nos últimos três meses. Entre as beneficiadas está a professora Juylane Souza, 27 anos, que viveu uma verdadeira “aventura” com o nascimento da terceira filha, Rafaela Souza, no último dia 20 de março.

“No dia anterior tinha ido para uma consulta com a ginecologista, porque estava sentindo alguns incômodos e pensei que estava entrando em trabalho de parto. A médica me acalmou, disse que era normal, e alertou que, a qualquer momento, minha filha poderia nascer”, contou.

Mas, por volta das 5 horas da manhã do dia seguinte, a gestante começou a sentir dores mais fortes; ela tinha entrado em trabalho de parto. “A primeira coisa que fiz foi acordar meu marido Ramon, e pedir para ele conseguir um carro para irmos até uma maternidade, porque a nossa filha ia nascer”, recorda.

Juylane relata que foi tomar um banho rápido, antes de pegar o caminho da maternidade pela terceira vez. “Quando o Ramon voltou dizendo que tinha conseguido o carro, ele viu que tinha sangue nas minhas pernas. De imediato, meu esposo me disse para deitar na cama, depois disso senti apenas três fortes contrações e a minha pequena Rafaela estava nos nossos braços”.

Ainda segundo Juylane, as três gestações não apresentaram nenhuma complicação. Ela passou por todas as consultas de pré-natal, e as outras duas meninas, Rackelle, 9 anos, e Rayssa,7 anos, nasceram da maneira convencional em uma maternidade.

Depois do parto consumado, Ramon dos Santos, 33 anos, disse que ficou um pouco nervoso sem saber o que fazer, mas, a esposa, mesmo um pouco fraca, conseguiu acalmá-lo e falou para ligar para o 192, que os profissionais do Samu iriam orientá-lo sobre quais seriam os próximos passos.

“Quando liguei para o 192, a médica que me atendeu conseguiu ouvir o choro da minha filha, pediu para limpar o rosto dela, mantê-la aquecida, e esperar pela ambulância, que já estava a caminho para fazer os procedimentos necessários e nos levar para uma maternidade”, lembrou o padeiro, ao agradecer pela agilidade no atendimento e parabenizar o trabalho dos socorristas.

Procedimentos Adotados - De acordo com Luiz Antônio Mansur, responsável clínico do Samu Maceió, mesmo a gestação não tendo sido de alto risco, todo parto domiciliar pode trazer risco de morte para a mãe e para o bebê.

“Em ocasiões como a de partos domiciliares, os socorristas fazem os procedimentos padrões de avaliação da puérpera e do recém-nascido, analisando a perda de sangue da mãe. Eles também cortam o cordão umbilical e colocam o bebê em uma manta térmica para manter a temperatura até a chegada à maternidade mais próxima”, explicou o médico.

O médico do Samu Maceió ressalta que, os casos atendidos pelo Samu são as gestações de alto risco, identificadas durante as consultas de pré-natal. “Quando o médico regulador recebe uma ligação com paciente em trabalho de parto e, por meio de algumas perguntas, identifica que a gestação é de alto risco, ele vai ver qual a viatura mais adequada para fazer o atendimento, enviando uma Unidade de Suporte Básico ou uma Unidade de Suporte Avançado”, frisou Luiz Antônio Mansur.

Em todas as ambulâncias do Samu, os socorristas têm a sua disposição Kits de parto, com pinças, tesouras, lençóis estéreis para recém-nascido e cord clamp, para laquear e fazer o corte do cordão umbilical. Além desses instrumentos, os kits de parto nas USAs também são compostos por medicamentos utilizados para estabilizar a crises hipertensivas da parturiente, para evitar um possível quadro de eclampsia.

Quando o Samu é acionado para um atendimento a gestante de alto risco, as mulheres são direcionadas para o Hospital Universitário ou para a Maternidade Escola Santa Mônica (Mesm), unidade de referência nesse tipo de atendimento. Nos casos de parto domiciliar, a puérpera e o bebê são encaminhados para a maternidade mais próxima, onde será avaliada. 

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