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Saúde

Metropoles

27/07/2022 às 17:03

OMS recomenda reduzir parceiros sexuais contra varíola dos macacos

Surto está sendo transmitido, principalmente, por meio de atividade sexual, envolvendo, principalmente homens que fazem sexo com homens 

(Créditos de imagem: Reprodução)

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomendou que as pessoas diminuam o número de parceiros sexuais para evitar a transmissão da varíola dos macacos.


O médico Hans Kludge, diretor regional da OMS para a Europa, explica que surto está sendo transmitido, principalmente, por meio de atividade sexual, envolvendo, principalmente homens que fazem sexo com homens.

“Muitos, mas não todos os casos, relatam parceiros sexuais fugazes ou múltiplos, às vezes associados a grandes eventos ou festas”, comentou, em nota.

A varíola dos macacos foi diagnosticada pela primeira vez em humanos em 1970 e, de acordo com o perfil dos pacientes infectados atualmente (homens gays ou bissexuais, em sua maioria), provavelmente é transmitida por meio do sexo sem proteção, ou mediante o contato com lesões em pessoas doentes ou gotículas liberadas durante a respiração.


Os primeiros sintomas são febre, dor de cabeça, dor no corpo e nas costas, inchaço nos linfonodos, exaustão, calafrios e bolinhas que aparecem no corpo inteiro (principalmente rosto, mãos e pés) e evoluem, formando crostas até cair.

A varíola de macacos é transmitida, primariamente, por contato com esquilos ou macacos infectados e é mais comum em países africanos – antes do surto atual, só quatro países fora do continente já tinham identificado casos na história.

Os cientistas acreditam que a taxa de mortalidade da doença é semelhante à da primeira cepa da Covid-19, de 1 a cada 100 infectados.

Por ser uma doença muito parecida com a varíola, a vacina contra a doença (que é considerada erradicada no mundo) também serve para evitar a contaminação. Em casos severos, o tratamento inclui antivirais e o uso de plasma sanguíneo de indivíduos imunizados.

Apesar de relativamente rara e transmissível, os especialistas europeus afirmam que o risco de um grande surto é baixo. 

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