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Tecnologia

G1

03/10/2019 às 07:22

Aplicativo criado por alunos permite que pais acompanhem rotina de filhos com deficiência na escola

 

(Créditos de imagem: Ilustração )

Estudantes do sétimo ano da Escola Municipal Claudino Leal, em Cidade Tabajara, Olinda, desenvolveram um projeto para ajudar os colegas de classe que têm necessidades especiais. A página na internet está prestes a ficar pronta, assim como um aplicativo. Nas duas plataformas, os responsáveis pelos alunos poderão acompanhar a rotina dos filhos.

O projeto dá acesso ao desempenho das crianças e contém jogos educativos para ajudar no aprendizado. A ideia veio do professor de música, Marcelino Monte, que coordena a iniciativa. Segundo ele, o objetivo é minimizar as dificuldades educacionais por meio do aplicativo.

“A gente tem 22 alunos registrados com necessidades especiais, mas o número chega a 33, se contar os que estão no processo de atestado e certificações. Temos alunos com autismo, síndrome de down, deficiência intelectual, dificuldade de locomoção, cadeirantes, e outras dificuldades como apraxia, ecolalia e dislexia”, conta Monte.

Antes de o projeto ganhar forma, os alunos estudaram as necessidades das pessoas com deficiência. “Eu não sabia sobre autismo, síndrome de down e outras deficiências. Fiquei pensando: ‘Essa deficiência existe?’. Não sabia”, conta Luana Maria Farias da Silva, de 13 anos.

O estudante Samuel Andrade, também do 7º ano, conta que cada jogo atende a uma demanda específica.”Vai ter um jogo para ajudar os alunos que têm dificuldade na escrita. Na atividade, aparecem uma imagem e letras. Eles terão que ligar as letras aos lugares delas para formar a palavra. Sempre que acertarem, aparece um gesto na tela, um áudio, algo que possa ajudar na escrita e na leitura”, explica.

No fim, o resultado do projeto beneficia tanto as famílias quanto os estudantes. A dona de casa Claudia de Oliveira, mãe de Gabriel, que é autista, fala sobre a inclusão da escola.

“Eu achei maravilhoso. Estão lembrando do meu filho. Ele não está sendo esquecido. É uma luz que ilumina ele e outras crianças com autismo. Seria bom que todas as escolas pudessem ver o lado deles, não só esta”, diz.

Para Samuel, a iniciativa promove a independência dos colegas. “Ajudar o próximo não tem preço. Com a atividade, eu consegui muito mais conhecimento e informações. Antes eu não sabia direito como falar e lidar com os tipos de deficiência, mas com os estudos e as pesquisas, ficou mais fácil”, conta. 

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