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Alagoas

Gazetaweb

30/04/2021 às 07:34

'Maceió tá afundando' aparece entre os 10 assuntos mais comentados do Twitter

Influenciador alagoano Álvaro produziu um vídeo sobre o afundamento dos bairros da capital alagoana, dando repercussão nacional ao caso 

(Créditos de imagem: Reprodução )

O youtuber e influenciador alagoano Álvaro produziu um vídeo, nesta quinta-feira (29), por meio da plataforma Tik Tok, apresentando as consequências do afundamento do solo nos bairros de Maceió, que foi descoberta a partir do tremor de terra de 3,4 graus na escala Richter, na região do Pinheiro, em março de 2018. Com o vídeo, o caso começou a ganhar mais repercussão, aparecendo entre os 10 assuntos mais comentados do Twitter.




Com narração e imagens, o intuito do vídeo é chamar atenção para a alta probabilidade de ocorrer um dos maiores desastres socioambientais na capital alagoana.

O influenciador alagoano voltou ao assunto para chamar atenção para um problema ainda maior: existem outros bairros de Maceió sofrendo com as consequências da exploração. No vídeo, ele cita o bairro do Farol, que é um dos maiores e mais conhecidos, onde está localizada uma das avenidas mais importantes da capital: a Avenida Fernandes Lima.

Além disso, ele diz que a empresa responsável pela mineração, a Braskem, está em falta com o pagamento da indenização aos moradores que precisaram sair de suas residências e relata que ainda há pessoas morando na região, pois não tem para onde ir.

"Minha vó é do bairro de lá [Pinheiro], a casa que eu cresci é de lá. Inclusive meu avô continua morando lá...", comentou Álvaro, falando sobre a sua relação pessoal com um dos bairros afetados.

Em seguida, o influencer mostra imagens da região, afirmando que "tá virando um bairro fantasma". Nos muros das casa, ainda há mensagens de protesto.

Relembre o caso:

Na manhã do dia 3 de março de 2018, moradores ficaram desesperados ao sentir tremor de 3.4 na escala Rischer. O abalo sísmico foi sentido nos bairros do Pinheiro, Serraria, Farol, Bebedouro, Jatiúca e Cruz das Almas. O tremor ocorreu após fortes chuvas terem atingido a capital alagoana, no entanto diversos imóveis da região do Pinheiro apresentaram rachaduras nas estruturas de suas residências, o que fizeram com que eles deixasse a localidade.

O caso ganhou atenção nacional e, após investigações, que duraram quase um ano após o tremor, veio a público um documento do Serviço Geológico do Brasil (CPRM), empresa pública ligada ao Ministério das Minas e Energia, que alegava que o causador dos tremores foi a exploração inadequada de sal-gema feita pela Braskem.

Conforme o relatório, executado por mais de 50 pesquisadores, a exploração foi feita de forma inapropriada, desestruturando as cavidades subterrâneas e acarretando no afundamento do solo, além das fissuras.

Eram mais de 30.000 pessoas que moravam nos bairros Pinheiro, Mutange e Bebedouro. A empresa foi responsabilizada e, atualmente, a maior parte das famílias residentes na localidade foram obrigadas a deixarem suas casas.

 

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